17 de agosto de 2026

Pressão, estalos, audição abafada e sensação de ouvido fechado podem estar relacionados à disfunção da tuba auditiva. Essa alteração acontece quando a estrutura responsável por equilibrar a pressão da orelha média não funciona adequadamente.
O problema pode surgir após gripes, resfriados, crises de rinite ou mudanças de altitude. Em muitos casos, os sintomas são temporários, mas a persistência do desconforto ou da dificuldade para ouvir exige avaliação com um otorrinolaringologista.
A tuba auditiva é um canal que conecta a orelha média à região posterior do nariz e da garganta. Sua função é permitir a circulação de ar, auxiliar na drenagem de secreções e manter a pressão equilibrada nos dois lados do tímpano.
Normalmente, a tuba permanece fechada e se abre por alguns instantes durante ações como engolir, bocejar ou mastigar. Quando essa abertura não acontece de maneira adequada, surge uma diferença de pressão que pode provocar desconforto e alterações na audição.
A disfunção da tuba auditiva ocorre quando esse canal não consegue abrir ou fechar corretamente.
A forma obstrutiva é a mais comum. Nela, a passagem de ar fica prejudicada, causando pressão, estalos e sensação de ouvido tampado. Em alguns casos, também pode ocorrer acúmulo de líquido atrás do tímpano.
Existe ainda uma forma menos frequente, chamada disfunção patulosa, na qual a tuba permanece aberta por mais tempo do que deveria. Nesse caso, a pessoa pode ouvir a própria voz ou respiração de maneira excessivamente alta dentro do ouvido.
Como os tratamentos são diferentes, é importante identificar corretamente o tipo de alteração.
Os sintomas podem afetar um ou ambos os ouvidos e variar de intensidade. Entre os mais comuns estão:
Na disfunção patulosa, também pode ocorrer autofonia, situação em que a própria voz, a respiração ou outros sons produzidos pelo corpo parecem excessivamente altos.
A disfunção da tuba auditiva pode estar relacionada a diferentes condições, como:
Infecções respiratórias podem provocar inchaço e acúmulo de secreção na região próxima à abertura da tuba, dificultando sua ventilação.
A inflamação persistente da mucosa nasal pode prejudicar o funcionamento da tuba auditiva e favorecer episódios recorrentes de ouvido fechado.
A congestão e a inflamação associadas à sinusite também podem interferir na ventilação da orelha média.
Viagens de avião, mergulhos e mudanças rápidas de altitude exigem que a tuba auditiva equilibre a pressão entre o ambiente e a orelha média. Quando isso não acontece, podem surgir dor, pressão e audição abafada.
Desvio de septo, aumento das adenoides, inflamações próximas à abertura da tuba e outras alterações da região nasal podem contribuir para o problema.
A disfunção da tuba auditiva é frequente em crianças porque o canal é mais curto, estreito e horizontal. Essa característica dificulta a drenagem e favorece o acúmulo de líquido atrás do tímpano.
Sim. Quando a tuba não equilibra adequadamente a pressão ou existe acúmulo de líquido na orelha média, a transmissão do som pode ser prejudicada.
Essa perda auditiva costuma ser do tipo condutiva e pode melhorar após o tratamento da causa. Em crianças, alterações persistentes merecem atenção porque podem interferir na compreensão da fala, no aprendizado e no desenvolvimento da linguagem.
Entretanto, nem toda redução auditiva acompanhada de ouvido tampado é causada pela tuba auditiva. Uma perda repentina, principalmente em apenas um ouvido, deve ser avaliada rapidamente para descartar uma perda auditiva súbita.
O diagnóstico começa com a avaliação dos sintomas, do histórico de infecções respiratórias, alergias e situações que envolvem mudanças de pressão.
O otorrinolaringologista examina o canal auditivo e o tímpano para identificar sinais de retração, acúmulo de líquido ou outras alterações. Dependendo do caso, podem ser solicitados exames como:
A avaliação também ajuda a diferenciar a disfunção da tuba auditiva de acúmulo de cerume, otites, perfuração do tímpano e doenças do ouvido interno.
O tratamento depende da causa, da duração e da intensidade dos sintomas.
Quadros leves relacionados a gripes e resfriados podem melhorar espontaneamente à medida que a inflamação respiratória diminui. Bocejar, engolir e mastigar podem ajudar na abertura natural da tuba em algumas situações.
Quando existe uma condição associada, o tratamento pode incluir:
Medicamentos descongestionantes, sprays nasais e outras substâncias não devem ser utilizados por períodos prolongados ou sem orientação médica. Eles não são indicados para todos os tipos de disfunção e podem provocar efeitos adversos.
Nos casos persistentes, recorrentes ou com impacto importante na audição, o otorrinolaringologista pode avaliar a necessidade de procedimentos específicos.
Uma das possibilidades é a colocação de um tubo de ventilação no tímpano, que ajuda a equilibrar a pressão e permite a drenagem de líquido da orelha média.
Outra opção para determinados casos de disfunção obstrutiva crônica é a dilatação da tuba auditiva com balão. O procedimento é realizado por via nasal e busca melhorar o funcionamento do canal.
A indicação depende de uma avaliação detalhada. Nem todos os pacientes com ouvido tampado ou estalos são candidatos a procedimentos.
Procure avaliação médica quando os sintomas:
A avaliação precoce ajuda a identificar a origem dos sintomas e evita que alterações persistentes comprometam a audição.
O Dr. Carlos Eduardo Rezende é Mestre em Ciências da Saúde, especialista em Otorrinolaringologia pela ABORL-CCF e coordenador do Departamento de Otologia da Faculdade de Medicina do ABC. Atua no diagnóstico e tratamento de doenças do ouvido, incluindo alterações da tuba auditiva.
Conheça a formação e a experiência do Dr. Carlos Rezende
Na maioria dos casos, não é grave e pode melhorar espontaneamente. Entretanto, sintomas persistentes podem causar acúmulo de líquido, infecções recorrentes e redução da audição.
A duração depende da causa. Quando relacionada a gripes ou resfriados, pode melhorar após a recuperação do quadro respiratório. Se persistir por várias semanas, é necessário procurar avaliação médica.
Engolir, bocejar e mastigar podem ajudar em alguns casos. Não faça manobras com força e não utilize medicamentos ou soluções caseiras sem orientação.
Sim. A inflamação causada pela rinite pode afetar a região próxima à abertura da tuba e dificultar a ventilação da orelha média.
Pode causar. O desequilíbrio de pressão e as alterações na transmissão dos sons podem estar acompanhados de zumbido, estalos e audição abafada.
Sim. O problema é frequente na infância devido às características anatômicas da tuba auditiva. Casos persistentes podem favorecer otites e acúmulo de líquido atrás do tímpano.
Sim. Durante a decolagem e o pouso, a mudança de pressão pode intensificar dor, pressão e ouvido tampado quando a tuba auditiva não funciona adequadamente.
Não. Muitos casos melhoram espontaneamente ou com o tratamento da causa. Procedimentos são avaliados quando os sintomas são persistentes, recorrentes ou afetam significativamente a audição.
Pressão, estalos e sensação persistente de ouvido fechado precisam ser investigados para identificar se existe disfunção da tuba auditiva ou outra alteração auditiva.
Para quem procura um otorrino em Santo André, o Dr. Carlos Rezende realiza a avaliação das condições que afetam a ventilação da orelha média e indica o tratamento adequado para cada caso.
Consultório Dr. Carlos Rezende
Rua Antônio Bastos, 123, Sala 64
Vila Bastos, Santo André
Rua Antônio Bastos, 123 - Sala 64 Vila Bastos - Santo André
Rua Dr. Alceu de Campos Rodrigues, 46 - Cj 127 Vila Nova Conceição - São Paulo - SP - Brasil