17 de agosto de 2026

A presença de secreção no ouvido, também chamada de otorreia, pode estar relacionada a infecções, inflamações, perfuração do tímpano ou outras alterações do canal auditivo e da orelha média.
A secreção pode ser transparente, amarelada, esbranquiçada, com mau cheiro ou acompanhada de sangue. Dor, febre, coceira, ouvido tampado, zumbido e redução da audição também podem aparecer.
Como as características do líquido não são suficientes para determinar sua origem, é importante procurar um otorrinolaringologista para identificar a causa e indicar o tratamento adequado.
Diferentes condições podem provocar a saída de líquido pelo ouvido. Entre as principais estão:
A otite externa é uma inflamação ou infecção do canal auditivo. Pode surgir após o contato frequente com água, uso de hastes flexíveis, pequenos ferimentos ou alterações da pele.
Além da secreção, o paciente pode apresentar coceira, dor ao tocar ou movimentar a orelha, inchaço no canal auditivo e sensação de ouvido tampado.
A otite média ocorre na região localizada atrás do tímpano. Quando existe acúmulo de secreção e aumento da pressão, pode ocorrer uma perfuração da membrana timpânica, permitindo a saída do líquido pelo canal auditivo.
O quadro pode ser acompanhado de dor, febre, ouvido tampado e redução temporária da audição. Em alguns casos, a dor diminui após o início da drenagem, mas isso não significa que a infecção esteja resolvida.
Além das infecções, o tímpano pode ser perfurado por traumas, mudanças bruscas de pressão, exposição a ruído intenso ou introdução de objetos no ouvido.
A perfuração pode causar dor, secreção, sangramento, zumbido, tontura e diminuição da audição.
Infecções recorrentes e perfurações persistentes do tímpano podem provocar episódios repetidos de secreção no ouvido. Esses quadros precisam de acompanhamento porque podem comprometer progressivamente a audição e as estruturas da orelha média.
O colesteatoma é o crescimento anormal de células de pele dentro do ouvido, geralmente atrás do tímpano. Um dos sinais mais característicos é a secreção persistente ou recorrente, frequentemente acompanhada de mau cheiro e perda auditiva.
Sem tratamento, o colesteatoma pode danificar estruturas do ouvido e provocar complicações. Por isso, a secreção que retorna com frequência precisa ser investigada.
Objetos introduzidos no canal auditivo podem causar inflamação, ferimentos e secreção, principalmente em crianças. Também podem ocorrer dor, mau cheiro e sangramento.
Não se deve tentar retirar o objeto com pinças, hastes flexíveis ou outros instrumentos, pois existe o risco de empurrá-lo para regiões mais profundas.
A aparência do líquido ajuda na avaliação, mas não permite confirmar o diagnóstico sem o exame do ouvido.
A cor e a consistência precisam ser analisadas em conjunto com outros sintomas e com o exame médico.
A avaliação com um otorrinolaringologista é recomendada sempre que houver secreção recorrente, persistente ou acompanhada de outros sintomas.
Procure atendimento rapidamente quando houver:
Pessoas com diabetes ou alterações do sistema imunológico também devem procurar avaliação médica rapidamente diante de dor e secreção no ouvido.
O diagnóstico começa com a análise dos sintomas e o exame do canal auditivo e do tímpano com um otoscópio.
Dependendo do caso, o médico pode realizar a limpeza cuidadosa do canal para visualizar melhor as estruturas do ouvido. Em quadros persistentes ou recorrentes, uma amostra da secreção pode ser coletada para identificar microrganismos.
Exames como audiometria, imitanciometria e tomografia computadorizada podem ser solicitados quando há suspeita de perda auditiva, doença crônica ou comprometimento de estruturas internas.
O tratamento depende da causa identificada. Entre as possibilidades estão:
Nem todas as gotas podem ser utilizadas quando existe uma perfuração no tímpano. Por isso, não é recomendado aplicar medicamentos, álcool, água oxigenada, óleos ou soluções caseiras sem orientação médica.
Até receber orientação médica:
Esses cuidados não substituem a avaliação médica, mas ajudam a evitar irritações e lesões adicionais.
O Dr. Carlos Eduardo Rezende é Mestre em Ciências da Saúde, especialista em Otorrinolaringologia pela ABORL-CCF e coordenador do Departamento de Otologia da Faculdade de Medicina do ABC. Atua no diagnóstico e tratamento de infecções, perfurações e outras doenças do ouvido.
Conheça a formação e a experiência do Dr. Carlos Rezende
A secreção amarelada pode estar relacionada a uma infecção, mas a confirmação depende do exame do canal auditivo e do tímpano.
A secreção com mau cheiro pode ocorrer em infecções persistentes e no colesteatoma. Quando o sintoma se repete ou não melhora, é necessário procurar um otorrinolaringologista.
Sim. Algumas doenças crônicas do ouvido e o colesteatoma podem provocar secreção sem dor intensa. A ausência de dor não elimina a necessidade de investigação.
Não utilize gotas sem avaliação médica. Alguns produtos não são apropriados quando existe uma perfuração no tímpano e podem trazer riscos à audição.
Limpe somente a parte externa com cuidado. Não introduza hastes, algodão ou outros objetos no canal auditivo e não faça lavagem por conta própria.
Sim. A secreção pode estar relacionada a uma otite média, perfuração do tímpano, otite externa ou presença de corpo estranho. A criança deve ser examinada por um médico.
Sim. A haste pode ferir a pele do canal auditivo ou atingir o tímpano. Se houver sangramento, dor ou redução da audição, procure atendimento médico.
A infecção, o inchaço do canal, a perfuração do tímpano e outras alterações podem reduzir temporária ou permanentemente a audição, dependendo da causa e da gravidade.
A secreção no ouvido pode indicar desde uma inflamação do canal auditivo até alterações que exigem acompanhamento especializado. Para quem apresenta esse sintoma, a avaliação com um otorrino em Santo André permite identificar a origem da secreção e definir o tratamento adequado.
O Dr. Carlos Rezende atende na Vila Bastos e possui atuação especializada em otologia, área dedicada ao diagnóstico e tratamento das doenças do ouvido.
Consultório Dr. Carlos Rezende
Rua Antônio Bastos, 123, Sala 64
Vila Bastos, Santo André
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